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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Jazz, MPB e Tango numa véspera de feriado

Sexta-feira à noite, véspera de final de semana prolongado. Em meio o alvoroço dos motoristas nas ruas congestionadas da Barra Funda, na cidade de São Paulo, algumas pessoas estavam a espera da apresentação do Trio Jazz Internacional, com Diego Figueiredo, Cyrille Aiméé e Paolo Russo no auditório Simon Bolívar do Memorial da America Latina.

A produção,após conversas com a organização do Memorial, prorroga o início para as 21h15. Após a fala do loucutor, Diego entra com o seu violão e toca duas músicas. Depois convida o contra-baixista para tocar mais uma música e em seguida, Robertinho Silva, baterista e percussionista com participação histórica no grupo Som Imaginário, com Wagner Tiso no piano e Luiz Alves no contrabaixo e acompanhou por muito tempo Milton Nascimento.



Robertinho, Figueiredo e o contrabaixista se comunicavam bastante durante a apresentação.Destaque para o baterista onde durante as apresentações conversava bastante com Diego e seu contrabaixista onde tocaram varias musicas conhecidas, choros, sambas, clássicos da bossa nova. Depois, Silva assume a percussão e toca algumas composições de Figueiredo do album Dadaiô.



No momento onde Silva toca a percussão, mais uma vez o "diálogo musical" fez presente e a "conversa" entre violão e percussão foi constante durante a execução de Robertinho. Asa Branca foi a música que encerrou o momento instrumental da apresentação e Diego se destaca com uma performance magnifica em seu violão.


Em seguida, a cantora Cyrille Aiméé entra no Palco do Auditório e já mexe com o público ao arriscar algumas palavras em português e começa a sua participação cantando Água de Beber, de Vinicius e Tom Jobim, Sunny de Sony Rollins, outros standards de jazz e encerra sua apresentação com Smile, de Charles Chaplin, com uma belissima interpretação da cantora e o violão de Figueiredo.


Depois,o bandoneonista e pianista Paolo Russo e seu Nuevo trio - os argentinos, Ricardo Canepa (contrabaixo) e Diego Sandullo (violão) apresentaram várias musicas. Primeiro, Paolo, com seu bandoneon, toca várias composições próprias,de Ricardo e algumas de Sandullo e depois assumiu o piano e tocou O que será o que será (A flor da terra) de Chico Buarque e continuou a tocar outras composições juntamente com os músicos argentinos que o acompanhavam.


Canepa e seu contrabaixo bastante marcante, firme, conduzia com firmeza os outros músicos do Nuevo Trio. Já, Sandullo, com a sutileza e os toques suaves de seu violão, deram o brilho durante a apresentação de Russo e seu bandoneon. Música simples e pura, harmonia e sicronia entre os musicos do trio.


No final, Diego, Pablo, Cyrille, e os musicos do Nuevotrio e da 'gig" do violonista , juntaram e apresentaram Incompatibilidade de Gênios, de João Bosco e encerrou uma ótima apresentação dos três artistas que brilharam com seus talentos na noite da sexta-feira passada.




quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vivência: a experiência musical de um violonista e guitarrista

Bateria, baixo e guitarra. Três instrumentos. Parece power trio de rock ou heavy metal! Mas é um trio de música instrumental de ritimos brasileiros, latinos e sem perder a influência do Jazz em seus toques e harmonia. Assim é Vivência, ultimo trabalho de Diego Figueiredo, produzido em 2007 e lançado neste ano pela gravadora Biscoito Fino.

Acompanhado de Eduardo Machado (contrabaixo) e Fernando Rast (bateria), Diego, na guitarra,começa o album com Vivência, faixa com o mesmo nome do CD. Uma bossa bem tranquila, onde o violonista e guitarrista, trabalha com toques limpos e uma melodia suave, com muitas harmonizações em blocos, para os apaixonados pelo trabalho do guitarrista Joe Pass.


Nas faixas seguintes, Figueiredo passeia por vários ritimos brasileiros com uma "pitada" de jazz no seu estilo de execução do instrumento. O ponto mais interessante, especialmente para quem já teve o privilégio de assitir uma apresentação do instrumentista, é distinguir o Diego guitarrista e o violonista. São poucos musicos que conseguem separar bem as técnicas e as pegadas de cada instrumento, Figueiredo faz muito bem na guitarra.


Vivência é o trabalho do guitarrista Diego. Um músico de toques limpos, harmonias em blocos, notas claras e audíveis para o ouvido do bom apreciador musical. É um trabalho onde reúne a diversidade ritimica brasileira, sem deixar de lado o Jazz e o talento extraordinário de Figueiredo e a segurança de Eduardo e Fernando.