Versatilidade e habilidade são as caracteristicas do talentoso pianista, arranjador e compositor Fábio Torres onde participa do Trio Corrente, com o baterista Edu Ribeiro e o contrabaixista Paulo Paulleli e no próximo dia 18 e 19 de dezembro, pra fechar o ano bem, lança o seu CD autoral Pra Esquecer das Coisas Úteis, um trabalho onde mistura o lado instrumentista e letrista do pianista.
O evento conta com as presenças dos músicos Edu Ribeiro, Paulo Paulelli, Vinícius Dorin, Fabiana Cozza, Chico Pinheiro, Luciana Alves, Tatiana Parra, Rodrigo y Castro e Heloisa Torres Meireles. e mostra um pouco o lado letrista de Torres, onde compõe desde os 20 e poucos anos de idade, mas só agora tem a oportunidade de mostrar essas músicas."Me sinto muito bem e acho que as pessoas estão recebendo bem esta outra faceta.", declara o pianista.
Estudos
Fábio não vem de uma família musical, mas sempre foi apoiado pelo seu pai e a sua profissionalização deve-se ao incentivo do patriarca, onde aos 5 anos de idade ingressou na escola de música, por vontade do Chefe da Familia.
Dos 16 aos 19 anos ,Torres fez aulas particulares com Ester Pacheco D'Ângelo, professora de piano erudito do Conservatório Musical Beethoven onde foi um marco bastante importante na sua formação musical
Fábio sempre gostou da música popular. Nunca quis ser um pianista erudito. "... a música dos mestres eruditos marcaram profundamente minha formação. Até hoje toco piano erudito como estudo e também ouço muita música clássica" disse o músico onde reforça a sua opinião sobre a existência da alma e a intuição como aliados para fazer um músico ser popular onde considera tão importante quanto o estudo técnico.
Grupos musicais
Fábio participou do Prêmio Nascente durante o curso de música na ECA-USP. "Foi um bom impulso ter vencido com uma fita cassete que continha minhas composições instrumentais". disse o pianista onde na mesma época, tocava com a Banda Mistura e Manda junto a Guello, Zezinho Pitoco, Daniel Allain. "Todos eram músicos mais velhos que eu e pude aprender muitas coisas ali.", disse o músico.
Durante a apresentação de Fábio com a banda Mistura e Manda, o cantor, acordeonista e compositor Dominguinhos o viu tocar coma Banda Mistura e Manda e imediatamente fez o convite ao pianista para tocar em seu disco. "Gravei com músicos que admirava desde muito jovem como: Arismar do Espírito Santo, Heraldo do Monte, Oswaldinho do Acordeon e o próprio Dominguinhos. Foi uma experiência e tanto.", disse o músico onde reforça a sua opinião sobre a maneira de tocar de um músico, onde o tempo é o fator predominante.
" Mas enquanto isso não acontece, o negócio é tocar de tudo e tentar aprender algo de cada experiência. ", disse o pianista.
Trio Corrente
"O trio corrente tem uma história longa que já dura quase dez anos", disse o pianista onde começou a tocar com o trio no antigo Garoa (atual Ao Vivo Music) e de uma apresentação despretensiosa, nasceu um som que chamou a atenção de um produtor japonês onde assistia a apresentação do grupo. "A partir daí, gravamos nosso cd e nos apresentamos no Brasil e exterior. Agora preparamos nosso segundo cd a ser lançado ano que vem", disse Fàbio.
Na opinião do pianista , o Brasil está crescendo e se informando sobre música instrumental.Logo, Torres acha a possibilidade de realizar com maior frequencia os pequenos e grandes festivais de jazz. Logo, o músico ainda considera a Europa o melhor lugar pra apresentar este tipo de música.
Vizinhos, muitas festas, o som da percussão. Na vila as pessoas faziam muitas celebrações para os santos e orixás, muito som no universo musical do pianista, arranjador e produtor Cubano,Pepe Rodriguez Cisneros, onde dispõe de um pequeno espaço de tempo para conversar pessoalmente com a reportagem do Paulicéia do Jazz.
Pepe nasceu em Guantanamo e teve uma forte influência da música indiana. O pianista descreve algumas cenas de sua infância e uma das mais marcantes na visão de Cisneros foi os seus olhares para a escola de música em frente a parada de ônibus.
"Toda a vez que olhava para o prédio da escola, sempre dizia comigo mesmo: Um dia vou estudar aí", disse o pianista, onde fez o teste e conquistou o seu sonho de estudar musica.
Pepe começou seus estudos pela percussão, mas, segundo o pianista, o estudo do piano é obrigatório em qualquer escola de música cubana. Aos 13 anos de idade, Cisneros começou a escutar Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarret, e os artistas cubanos: Chucho Valdez, Ruben Gonçales, Emiliano Salvador e Gonçalo Rubiacalba.
O inquieto músico buscava ampliar mais os seus horizontes, logo fez o teste para estudar na Escola Nacional de Artes - ENA , na capital do país,Havana. Segundo o pianista, na ENA haviam bons professores e uma melhor didática.
Na Escola Nacional, Cisneros estudava música erudita e depois de vários anos de estudo teve aula de música popular. Durante o período de estudos na ENA, o pianista e mais alguns alunos formavam a "turma dos quimberos", onde tocavam muito Fusion e Jazz Latino em várias casas noturnas da Capital cubana.
Esse período para Pepe e seus colegas foi muito importante. "La caje", é um termo onde os músicos cubanos onde descreviam sobre o buscar conhecimento na noite, onde ele considera a verdadeira escola de música.
Cisneros participou do Festival de Jazz La Plaza com o grupo Ferjomesis, composto de 12 integrantes e em 1992, vem para o Brasil em definitivo após as dificuldades do país em meio aos acontecimentos do fim da Guerra Fria e da queda do muro de Berlim.
Durante o voo, Pepe ficou impressionado com o tamanho do Rio Amazonas. " parecia que aquilo não tinha mais fim de tão imenso!", disse o pianista onde se estabeleceu na cidade de São Paulo e conheceu grandes músicos como Arismar do Espírito Santo e Guga Stroeter e gravou vários álbuns com Michel Leme, Sandro Haick, Cuca Teixeira, Felipe Lamoglia e participa como produtor e pianista do cantor Diogo Poças e da cantora Cubana, Lina Senteno e com o septeto Cuba 07, onde toca o melhor do Jazz Latino com alguns músicos brasileiros e cubanos.
A cantora Bettina Korall e o arranjador e pianista Marinho Boffa, realizam curta temporada no Espaço Cachuera!, de 21 de outubro a 12 de dezembro onde a dupla apresentará composições como: Meu Mundo Caiu, Ouça e Resposta.
Bettina Korall e Marinho Boffa em Maysa Minitemporada
. Onde: Espaço Cachuera! – Rua Monte Alegre, 1.094 . Perdizes . São Paulo . Quando: - Outubro - 21, 22, 30 e 31 - Novembro - 6, 7, 11, 12, 20, 21, 27 e 28 - Dezembro - 4, 5, 11 e 12 . Horário: 21h . Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia entrada para estudantes, professores, músicos e aposentados mediante comprovação) . Capacidade: 100 pessoas . Mais informações: (11) 3872 82113 . 2875 5563 cachuera@cachuera.org.br . www.cachuera.org.br
Pianista jazzistico nascido no Japão e naturalizado americano fará uma série de apresentações no Brasil e nas suas apresentações na capital paulista estará acompanhado dos músicos: Sidel Vieira (contrabaixo), Shen Ribeiro (flautista) e Magno Bissoli (baterista) . Segue as datas:
Dia 09 de outubro de 2009, às 20h Local: Centro Cachuera! Rua Monte Alegre, 1.094 - Perdizes - São Paulo Tel: (11) 3872.8113 Entrada Gratuita Website: www.cachuera.org.br Apoio: Centro Cachuera!
Dia 11 de outubro de 2009, às 20h30 Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP) - Sala Adoniran Barbosa Rua Vergueiro, 1.000 - Paraíso Tel: (11) 3397.4002 Entrada Gratuita Retirar ingressos na bilheteria, que abrirá 2h antes do espetáculo Website: www.centrocultural.sp.gov.br Apoio: Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Sábado,13h10,avenida 9 de julho,uma importante via da capital paulista.Uma tarde de sol, com um movimento razoável na via e um prédio residencial ao lado direito.Ao entrar no apartamento, bem no andar térreo, uma sala com piano, teclado, computador e uma vista para um pequeno jardim com o movimento de carros e ônibus ao fundo. O espaço verde é a fronteira entre o barulho e o lar do pianista, tecladista Hércules Gomes.
Capixaba, da cidade de Vitória-ES, Gomes, 29 anos, recém-completados no mês de julho, conversa com a reportagem do Paulicéia do jazz sobre festivais, trabalhos, parcerias,aulas de piano e dificuldades durante os estudos de música e a sua chegada no circuito musical paulistano.
Começo
Hércules nasceu na capital do Espírito Santo, mas morou numa cidade da grande Vitória até seus 19 anos de idade. Começou a tocar piano como autodidata e depois estudou na Escola de Música do Espirito Santo (EMES) - hoje FAMES - e teve aulas particulares com Pedro Alcântara que foi o seu maior incentivador para a sua ida para São Paulo e que sempre recomendava ao pianista sobre a continuidade dos estudos em uma faculdade pública em Campinas.
Faculdade Após a sua aprovação no vestibular, Hércules começa o seu curso universitário e muda-se para o condomínio de estudantes da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. "Se não fosse os auxílios que a UNICAMP me deu eu não teria condições pra vir estudar aqui no estado", disse Hércules.
Durante a graduação de piano, o pianista teve aula com Silvio Baroni durante três anos conta que Baroni foi um professor bastante especial por ser um incentivador com o qual aprendeu algumas técnicas bastante peculiares: "É uma técnica que valoriza a natureza da mão, o que faz qualquer passagem tornar-se muito mais natural e, consequentemente, o próprio som", disse Gomes.
Outras peças importantes durante o estudos de Hércules na graduação foram Paulo Braga e Hilton Valente (Gogô), com os quais o pianista teve a oportunidade de aprimorar mais os estudos de música popular brasileira." Foram cursos que abriram a minha cabeça", disse o pianista.
Na visão de Gomes, UNICAMP e o Conservatório de Tatuí são centros muito importantes na formação de artistas, especialmente no quesito improvisação onde é utilizado o Jazz como conceito.
Capital
Hércules viveu em Campinas durante 6 anos e se transferiu para São Paulo há 3 anos e meio.
Teve dificuldades no início para conciliar os trabalhos entre as duas cidades, mas seu ponto de partida foi conhecer os músicos na noite paulistana. Após as primeiras apresentações em alguns bares restaurantes e após participar de alguns projetos, a "rede" de amigos se ampliou o que proporcionou o estabelecimento definitivo do pianista na capital.
Além dos projetos solo, dos grupos de composições próprias, das gravações e produções, atualmente o pianista se apresenta com freqüência em vários bares da noite paulistana como o All of Jazz, o Ao Vivo Music, o Jazz nos Fundos, a Santa Clara Batataria, o Ton Ton Jazz & Music Bar e o Bar Brahma Aeroclube onde está em cartaz nos sábados de setembro e outubro com a peça “Revista de Boteco” na qual atua como produtor musical. A peça é um resgate ao teatro de revista, gênero que mais fez sucesso nos palcos brasileiros até os anos 60.
Grupos e festivais
Juntamente com o grupo Pano pra manga, Hercules participou da 25ª edição do Festival Internacional Jazz Plaza, em Havana (Cuba). Festival dirigido pelo maestro Chucho Valdés. O grupo teve seu primeiro CD gravado em 2007. Com um repertório constituído inteiro por composições próprias, o Pano pra Manga tem um estilo musical voltado para a música brasileira com influências do jazz contemporâneo em geral.
Integrando o grupo Amanajé, participou do Sixitème Festival International de Musique Universitaire de Marrakech (FIMUM 6) na cidade de Marrakech (Marrocos). O Amanajé é um grupo focado principalmente na pesquisa de ritimos brasileiros além do jazz e da música erudita contemporânea. Teve o primeiro CD gravado e lançado em 2004 e contou com participações especiais dos músicos Arismar do Espírito Santo, Sandro Haick e Michel Leme. Hoje,além da participação do pianista, o grupo é composto por: Rafael Ferreira(saxofone e flauta), Lucas Casácio (bateria) e Rodrigo Pinheiro (contrabaixo) .
Entre os principais festivais brasileiros, Hercules já se apresentou no Cascavel Jazz Festival - Cascavel -PR em 2004 e no Festival Brasil Instrumental na cidade de Tatui, em 2005 e 2008. O pianista também foi premiado em três festivais: FAMPOP, na cidade de Avaré, Americanta - na cidade de Americana e no concurso de piano Guiomar Novaes.
Produções e participações
Hércules atuou como produtor musical do espetáculo Jazz Cafe e participou de trabalhos ao lado de Sizão Machado, Wilson das Neves e Alessandro Penezzi.
O pianista também teve participações nas seguintes álbuns: Grupo Gandaiá - Brasilusões ( 2001), Alessandro Penezzi - Abismo de Rosas ( 2001), Grupo Amanajé - Amanajé ( 2004), Guto Brinholi - Pela Porta ( 2004), Eyes of Shiva - Deep ( 2006), João Mendes - Terra das Águas ( 2006) Grupo Pano pra Manga - Pano pra Manga ( 2007), Thiago Righi ( 2008), Joab Augusto - Peregrino ( 2008), dentre outros
Expectativa
Recentemente Hércules foi convidado a participar da gravação do CD do X Prêmio Art Suply, realizado anualmente pelo Conservatório Musical Beethoven. Desse trabalho nasceu o grupo Pech formado por Hércules Gomes (piano), pelo guitarrista suéco Peter Friestedt (guitarra e violão), por Edu Malta (baixo) e por Cláudio Oliveira (bateria). O CD já está em fase de prensagem e tem lançamento marcado para novembro. Outro trabalho em andamento é o disco do Venezuelano Carlos Rodrigues que será gravado na Venezuela por músicos brasileiros e que Hercules trabalha como arranjador, além do novo disco do grupo Amanajé que já está em fase de pré-produção.
Para a família Gurgel lugar de boa música é em casa! Todos sentados - papai, mamãe e irmãozinhos - em silêncio, apenas ouvindo a pequena garotinha tocar o piano. Instrumento e televisão juntos no mesmo espaço, mas a prioridade era apenas ouvir música e a menininha com as suas melodias. Hoje a pianista,flautista,compositora, arranjadora Débora Gurgel, se apresenta com a Septeto S.A, grupo Triálogo e participa da "gig" de Dani Gurgel, onde acontecerá o show de lançamento de Agora - Dani Gurgel e novos compositores no dia 12 de setembro no Auditório Ibirapuera.
A trajetória musical de Débora começa nas "audições" no quintal de sua casa. Lá ouvia as aulas de piano da casa de sua vizinha e professora de piano, Dona Hermínia, e o seu fascinio pelo som do piano, foi decisivo para tornar-se aluna da professora do bairro aos 7 anos de idade.
Na visão de Débora, seus pais foram grandes apreciadores de musica brasileira e mundial. "Sempre ouvimos muita música boa em casa, apesar de ninguém da família tocar nenhum instrumento", disse a pianista. O piano e a televisão faziam parte do cenário da sala da casa da pianista. Logo, quando aconteciam os ensaios, seja os estudos de piano ou das bandas de rock, os pais estavam sempre presentes para incentivá-la e seu irmão, que participava do grupo.
Triálogo
O grupo surgiu quando Débora trabalhava no Centro Livre de Aprendizagem Musical - CLAM. Na escola, a pianista conheceu o baterista Pérsio Sapia e durante o seu trabalho como flautista no espaço Vinicius de Moraes, no extinto Tom Brasil, na Vila Olimpia, conheceu o contrabaixista Itamar Colaço. Os três musicos tocavam juntos na época, mas Gurgel tinha vontade de formar um trio de música instrumental e gravar suas composições.
Logo, a pianista convidou Persio e Itamar para gravar um CD com suas músicas.Mas a "demo", como chamam os músicos o seu primeiro trabalho, tomou um grande vulto(sic) e o grupo apresenta uma música instrumental com proposta autoral e moderna. "Tocar com Itamar e Pércio é divertidíssimo, quase um exercício de telepatia. Quando eu penso alguma coisa, eles já respondem antes que eu fale, e vice-versa.",disse Débora.
Septeto S.A. e circuito
Débora toca todas as segundas com a Big Band há mais de 2 anos. Na opinião da pianista, os músicos e o repertório são fascinantes. "É uma reunião de amigos muito divertida, e isso se traduz na música que fazemos", diz Gurgel.
Para a pianista, São Paulo tem um circuito bem ativo de bares com o objetivo de ofercer boa música, independente do estilo. "Acho ótimo, pois apesar de ser um ambiente normalmente barulhento, aproxima o público dos músicos, e favorece a chegada de um público novo e jovem", disse Débora.
Gurgel descreve sobre a riqueza de jovens talentos nos últimos anos no cenário musical paulistano. "conhecem muito bem a música brasileira de todos os tempos, o jazz, as gravações históricas, e tem uma universalidade própria destes tempos, misturando tudo num mesmo caldeirão, mas com extremo bom gosto", disse a pianista.
Na opinião de Gurgel acontece o mesmo com os jovens apreciadores da música. Os mais novos começam a diferenciar a música que emociona e bem feita, do que a música com intuito marketeiro e imediatista.
Autora
Débora é autora de vários métodos sobre a Música Popular Brasileira. Ela escreveu seus livros em focos determinados - divisões ritimicas brasileiras, improvisação. Para a pianista, é muito importante colher resultados.Pois, por inúmeras vezes as pessoas dizem: "Não tenho swing para tocar samba", "Não sei tocar uma nota que não esteja determinada".
Na opinião de Gurgel se o ensino musical no Brasil fosse levado com seriedade desde o ensino fundamental e não fosse encarado com uma "aula de relaxamento", o país teria um grande número de bons músicos e apreciadores musicais de bom gosto.
Apreciação Musical
"Quem hoje em dia senta numa cadeira e ouve música a fim prestando atenção aos detalhes?" , pergunta Débora sobre o gosto musical e a forma como se ouve a música.
Para a pianista, qualquer mudança é bem vinda. Gurgel entende que a apreciação musical é o primeiro caminho para formar um público culto e desenvolver o gosto pela musica em si e deixar de usar a música apenas como "fundo musical", onde a maioria das pessoas utilizam.
"Normalmente ouve-se música enquanto se namora, ou trabalha no computador, ou dirige, etc... Só temo que, vindo de uma determinada orientação política, o projeto não seja abrangente a todos os tipos de boa música, favorecendo apenas um determinado nicho.", disse a pianista.
Novos trabalhos
Débora está na turma do Agora- Dani Gurgel e Novos Compositores e terminou o trabalho de arranjos do novo CD de Adriana Godoy, com participação do Triálogo, Elton Medeiros e Daniel D'Alcantara, Lea Freire e outros talentos. O CD foi para a fábrica na semana passada e sairá em breve.
Gurgel gravou e fez o arranjo de uma valsa de Chico Pinheiro para o CD de Tatiana Parra, que está em produção. O trabalho teve a participação de Nailor Proveta no clarinete. "Lindissímo", disse a pianista.
O Triálogo está com novos temas e está na fase final de pré-produção do próximo CD. O grupo pretende gravar o trabalho nos próximos meses.
Novas cópias do primeiro DVD solo do pianista, produtor e arranjador Rodrigo Andreiuk Todos os sonhos nas pontas dos dedos. Gravado no final de 2008, num recital onde o pianista apresentou as suas composições na cidade de Campinas.
Os interessados em adquirir o DVD de Andreiuk podem comprar pelo site ou fazer o pedido via e-mail.
Sexta-feira, 19h00.Noite fria na paulicéia, veículos apressados e mulheres elegantes transitavam pela rua Joaquim Floriano e um intenso movimento de ônibus e automóveis pela região. Um pouco mais adiante, na esquina com a Bandeira Paulista, um prédio bem iluminado, cercado de seguranças que mediam de cima abaixo quem circulasse pelo espaço.
Alguns minutos depois, o celular do repórter toca.Ao ler o número no identificador de chamadas, é o pianista, baterista, compositor Alex Buck,29,que aguardava à porta da livraria saraiva do espaço knoplex no Itaim Bibi em São Paulo.
Alex tem dois discos solos gravados – Luz da Lua (2005) e Irmãos de Som (2008) – além do Trocando Idéias (2005) , em parceria com o guitarrista e compositor Michel Leme e Resistindo (2003), em parceria com Silvia Goes.
O baterista já acompanhou grandes nomes da Música Popular Brasileira como Dominguinhos, Yamandú Costa, Jair Rodrigues, Jane Dubock, Fabiana Cozza, Arismar do Espírito Santo, Filó Machado, Germano Mathias.Guilherme Vergueiro, Raul de Souza, Heraldo do Monte e Naylor Proveta e Sandro Haick.Alex estuda composição erudita com Marcus Siqueira desde o início deste ano e ministra aulas particulares de bateria.
Começo Buck começou a sua iniciação musical aos 6 anos de idade no Centro Livre de Aprendizagem Musical – CLAM, escola dirigida pelo grupo de música instrumental Zimbo Trio, e através do seu tio, André Buck, baterista ,começou a tocar bateria aos 11 anos de idade.
A partir dos 14 anos de idade, Alex começou a levar mais a sério os estudos de bateria e foi premiado na sua participação aos 17 anos de idade no “Festival Batuka”, considerado o maior concurso de bateristas do país realizado em São Paulo . A partir do festival , o baterista adquiriu mais confiança em continuar os estudos do instrumento.
Pérsio Sapia, baterista do grupo Triálogo, foi seu primeiro professor de bateria no CLAM e para a continuidade de seus estudos do instrumento percussivo, indicou Cuca Teixeira onde estreitaram mais os laços de amizade após Alex começar a freqüentar o Sanja Bar e conheceu artistas como o guitarrista Michel Leme e o contrabaixista Thiago do Espírito Santo.
“ O Sanja Bar foi a minha faculdade de música”, disse Buck.
Após se conhecerem no Sanja, Thiago e Alex passavam horas tocando juntos e estudando música. O baterista e o contrabaixista tem a mesma idade e foi um fator importante para o seu próprio amadurecimento musical. Na opinião de Buck esse tempo de estudo e relacionamento é um processo muito importante na formação musical para conhecer melhor o som e as técnicas do colega de profissão.
Durante a entrevista, Buck fez questão de mencionar a nova geração de músicos onde conhecem bem o instrumento, tem habilidade, mas tem dificuldade em ouvir e conhecer melhor o som do parceiro. “Pra isso, deve existir a conversa musical e a conversa dialogada, onde acaba adquirindo um amadurecimento”, disse o baterista.
“ tocando e estudando e ganhando um dinheirinho honesto”, disse Buck.
Circuito e desabafo
Alex Buck toca em alguns restaurantes e o único lugar, dentro do circuito da música instrumental de São Paulo onde toca com prazer é no Jazz nos Fundos.Segundo o baterista o espaço é o único local onde o músico é prestigiado.
“ A maior cidade da América Latina, onde o dinheiro rola solto, há uma maior sacanagem com o músico,a estrela da noite, que é o operário da música, não ganha nada!”, disse o baterista.
Segundo Buck, 90% dos bares onde é cobrado o couvert artístico não pagam o que o músico merece. “ É um absurdo”, disse o baterista e pianista.
Novas buscas
Alex sempre quer melhorar como músico e é um processo contínuo.”até o final da minha vida vou querer estudar” declara o baterista.
As novas frentes que ele se refere são: Piano Erudito, música erudita. Alex sempre ouviu, mas teve pouco contato com a linguagem da música erudita. Seu desejo para aprender a tocar com orquestra é latente e faz questão de pesquisar, estudar, buscar informações sobre novas influências.
Na visão de Buck há uma separação entre o popular e o erudito cujo significado é erudição. A música erudita, para o baterista, há aspectos metalingüísticos singulares onde é preciso ter o conhecimento.
Educação musical
Durante a entrevista, a reportagem do Paulicéia do Jazz perguntou para Alex sobre os cursos de apreciação musical que estão sendo bastante enfatizados nesses últimos cinco anos e qual a sua opinião. O baterista responde:“É fundamental !”.
Buck e autor do curso ”Bateria Brasileira: um século de história”. As turmas são de 3 a 6 alunos e o curso abrange a história da bateria e de seus expoentes no país. Doze bateristas são estudados durante o período, onde é discutida a biografia e a discografia.
Cada aula, com duas horas de duração, é sobre um baterista.Segundo Alex, o aluno terá uma descrição detalhada sobre o instrumento, instrumentista, grupos e parcerias.Destaque para estudos dirigidos sobre as grandes parcerias musicais. O curso é aberto para qualquer músico. Logo, o foco principal, na visão de Buck, é o baterista.
“ É importante consolidar essa história”, disse Alex sobre a importância do registro desses nomes importantes da Música Nacional e a falta de registros documentais sobre cada fase áurea dos grandes instrumentistas brasileiros.
Quem quiser mais informações sobre as aulas especiais com Alex Buck,escreva para:
Sexta-feira,22h25, noite fria em São Paulo. Na Rua João Cachoeira,1368, há um sobrado meio alaranjado e um vigilante que guardava os carros dos frequentadores do All of Jazz, um espaço pequeno, com mesinhas, clima agradável onde a pessoa vai para apreciar o melhor do jazz e da música brasileira.
Seu espaço interno é bem decorado.Muitos quadros, com pictograficos de artistas do jazz, iluminação difusa. As pessoas, a medida que entravam, eram recepcionadas pelas maitres e elas conduziam os frequentadores as mesas. Um pouco mais ao fundo, era perceptivel a ansiedade de alguns pela música ao vivo, conforme foi divulgado na agenda do site da casa. À direita, próximo ao Bar, havia um cartaz que indicava a sala dos músicos.
Ao subir os degraus vermelhos da escada estreita e ingreme, Lá está o pianista, produtor e compositor Michel Freidenson (foto à esquerda), 47, juntamente com AC Dal Farra, numa boa conversa e nos últimos acertos para começar a apresentação. O ambiente super agradável, com capas de vinis antigos, espalhados por todo o local para decorar o espaço e uma conversa regada a chope e acompanhada de castanhas de cajú.
Poder da Música
"Music has power and unites people" [música tem poder e une pessoas, tradução], é uma frase encontrada no site do pianista e ela é o pontapé inicial da conversa. Michel acredita no poder da música, vivê-la, é uma coisa que agrega e faz parte de um contexto comum e o ensina a ter humildade. "Uma vela quando se une a outras forma um velário que transmite uma boa iluminação", disse Freidenson.
Michel é enfático ao dizer que chega a ser religioso essa sintonia que a música faz com o público.Para um músico que "rodou o mundo" o importante é o posicionamento, levar a música onde está. "O cara que toca e não corre riscos está perdendo uma grande chance", disse o pianista.
O músico estava um pouco ansioso, pois a medida que hora avançava e um dos componentes do trio, o contrabaixista Picchú Borrelli não havia chegado. Eram 23h00 , salão lotado e Deleuze, proprietário do All of jazz, circulava com a sua taça de vinho muito preocupado com o público a espera da apresentação dos músicos.
Produções
Freidenson produziu e compôs trilhas sonoras para novelas da Globo, Manchete, SBT e Record. As mais conhecidas: Desafio de Elias ( Rede Record), Dona Anja e "Colégio Brasil"(SBT). Lecionou "som do filme II" na Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP e tem vários jingles premiados.
Atualmente trabalha em sua produtora ( Ritimo Produções) e tem vários jingles premiados.Os maiores destaques são: Comercial do sorvete Kibon ("...é tempo de tomar, suco de fruta no palito da Kibon..."),em parceria com Kau Batalha, onde ficou 6 anos no ar e lançamento da Citroën, com a música " Por toda a minha vida" cantada em francês e português e premiada no Festival de Nova York.O pianista produziu no Brasil, entre muitas ,trilhas para o lançamento de carros da Wolkswagen,tênis All Star e, para os EUA, Spice Island (fabricantes de temperos) e Muller Beer .
"Ficou mais dificil", disse Freidenson sobre a queda do volume de produção. Mas houve um crescimento no mercado institucional e ao mesmo tempo cresceu o reconhecimento ao trabalho do pianista.
Atualmente, o pianista, juntamente com seus músicos tem feito trabalhos para palestras motivacionais, sons para videos institucionais, festas e confraternizações. Na visão de Michel, as empresas passaram a achar uma importância para a inserção da música no ambiente corporativo.
Participações
Freidenson foi finalista do Martial Solal International Competition Jazz Piano, em 1989 na cidade de Paris, França. Segundo o pianista, foi algo sem querer, ele estava de passagem na avenida Paulista, e viu um cartaz sobre o concurso e teve o maior incentivo dos amigos e familiares; mandou uma fita, foi selecionado e foi finalista entre os pianistas de todas as partes do mundo.
Michel tocou com Ivan Lins, na gravação do albúm Anjo de mim, onde Lins deu um espaço maravilhoso na faixa Bom seria, bom vai ser. O pianista tocou com Leny Andrade,Fafá de Belém, Djavan, Milton Nascimento, Francis Hime, Léa Freire, Boccato, Jane Duboc, Márcio Montarroyos - que foi responsável por abrir as portas para o músico na cidade do Rio de Janeiro quando o viu tocar no Sanja (famoso clube de jazz) em São Paulo- Hermeto Paschoal, Raul de Souza. Lô Borges, Tim Maia, entre outros.
A cantora Ana Caram convidou Freidenson para gravar um CD em Nova York - Hollywood Rio - para a Chesky Records e lançado no Parliament Jazz Festival ,em Moscou (2003) e num tour pela Asia tour (2004) e é um trabalho musical com fortes influências de MPB e Jazz em suas faixas, tendo Michel programado os instrumentos eletrônicamente, para a surpresa do staff da gravadora que inicialmente não acreditou.
Participou do Aruba Jazz Festival, com Djavan; Free Jazz Festival, com o Zona Azul, grupo instrumental fundado por Freidenson abrindo o show de George Benson; Festival de Jazz de Itajaí (2003,2005); Festival de Jazz de Joinville (2002) e em 2004 na casa de shows Tom Brasil com o "Michel Freidenson Jazz Quartet" o "Michel Freidenson Jazz Trio" participou do maior festival de Jazz indoor do mundo, o North Sea Jazz Festival na Holanda (2004) e participou 3 anos seguidos na Virada Cultural de São Paulo.
o que faz?
Michel Freidenson toca atualmente nas primeiras sexta-feira do mês no All of jazz. Um espaço diferenciado, decoração temática, ótimas características para apreciadores da música de qualidade. O pianista é acompanhado por AC Dal Farra (bateria) e Picchu Borrelli (contrabaixo) .
Com crise ou sem crise, Freidenson faz o seu trabalho com prazer. "Não posso tocar pensando no dinheiro", disse o pianista. Para Michel, a música transmite a fé. Ele não tem problema em ganhar pouco numa casa, o importante é sempre olhar o lado do outro.
No meio da crise do mercado fonográfico, Michel recentemente teve o privilégio de ser convidado pela Azul Music para gravar um CD e finalmente, Michel vai produzir um trabalho solo que será lançado no ano que vem.
" um tesouro mais guardado da música brasileira" , segundo Nelson Ayres( maestro, arranjador, pianista)
Vale a vista ao site : www.michelfreidenson.com , tem fotos, filmes e trechos de músicas em mp-3. Assista Michel Freidenson :
Da infância musical, com apresentações, sem medo de encarar o público ao compositor,o pianista, arranjador e produtor musical Rodrigo Andreiuk tem trabalhos de composição, trilhas sonoras em diferentes segmentos da música, experiência em turnês como instrumentista e produtor executivo de bandas, destaque para o trabalho com a banda Twister em 2006.
Andreiuk ministra aulas particulares de piano e adminstra seu próprio estúdio de gravação. O pontapé inicial foi em 2008 , onde o pianista fez um concerto com releituras de composições de Egberto Gismonti e Luiz Gonzaga.
Abaixo seguem duas músicas interpretadas e compostas por Rodrigo Andreiuk: Clara Luz, com a participação do saxofonista Jorge Cirillo, e Prelúdio nº 5 em Sol Menor:
Dos bailes do interior das Minas Gerais, Wagner Tiso (foto à esquerda, com o acordeon branco) levava a tira-colo seu acordeon nas festas, juntamente com o seu parceiro Bituca [Milton Nascimento] (foto à esquerda, ao lado oposto de Wagner) .Foi assim o início de sua peregrinação musical nas apresentações em clubes do município de Três Pontas, localizado na região centro-sul mineira.
Após experiências musicais em Belo Horizonte, onde conheceu mais o jazz, através da turma de músicos como Nivaldo Ornellas, Airto Moreira e Robertinho Silva, e no Rio de Janeiro onde começa a sua experiência como arranjador e produtor musical, Wagner passa a fazer turnês nacionais e internacionais com Milton Nascimento, destaque para dois festivais de Jazz de Montreux, na Suíça, e gravações com músicos renomados como Herbie Hancock e Hermeto Pascoal.Além de buscar novos horizontes musicais e produzir trilhas sonoras para o cinema.
Tiso (foto à direita) divulga o seu mais recente trabalho Samba & Jazz, 100 anos de música. Belissimo albúm com músicos de primeira linha como: Victor Biglione, Nivaldo Ornellas, Lula Galvão, Nicolas Krassik e Paulo Moura e com misturas ritimicas brasileiras e influências do jazz e da música erudita. Wagner, em entrevista ao Pauliceia do Jazz , conta um pouco da sua experiência e vivência musical.
Pauliceia do Jazz: Como é reunir o balanço do samba e o improviso do jazz num trabalho com bons músicos brasileiros?
Wagner Tiso:O samba & Jazz, um século de música é uma trilogia que começa em 1997. No inicio da minha carreira musical, comecei como pianista. Logo, eu quis fazer uma homenagem de Tom a Villa-Lobos, Debussy e Fauré e Milton e Tiso em 2000. Pois considero todos esses compositores referências musicais importantes.
PJ: Seu inicio de carreira foi no interior do Estado de Minas Gerais , na cidade de Três Pontas, e como era o seu trabalho musical na região?
WT:Meu primeiro instrumento que aprendi a tocar foi o piano. Mas como nos clubes do interior não tinha piano, o jeito era levar o acordeon para os bailes dos clubes da cidade.Juntamente com o Bituca (Milton Nascimento),formavamos grupos musicais para tocar no circuito da cidade.
PJ: Como você passou a conhecer mais os compositores do jazz?
WT:Conheci quando cheguei em Belo Horizonte e passei a conhecer os standars do jazz como Miles Davis, Jonh Coltrane, Duke Ellington. Antes só conheciam os influentes como Frank Sinatra, Ray Charles e os clássicos como George Gershwin.
PJ: Wagner, você compões trilhas sonoras para o cinema? Como começou a compor trilhas e quais são as mais conhecidas do público?
WT: Sim. Já compus para 30 longa-metragens e entre os mais conhecidos do público posso destacar Jango , Ele, o Boto, Inocência e Chico Rei . Através da composição de trilhas, surgiu idéias para novas composições e a mais conhecida que foi fruto dos trabalhos para o cinema foi Coração de Estudante (1984). A composição era um tema do filme Jango.
Música nas veias, DNA composto por acordes dissonantes e misturas rítimicas. Beto Bertrami, brasileiro, apaixonado por música, é aquele cara super especial e privilegiado. Pianista de mão cheia, daqueles onde o sutil toque nos teclados leva qualquer bom apreciador de jazz a gostar mais dos sons que ouve.
Bertrami inciou os seus estudos de piano aos cinco anos de idade. Por ser de uma familia de músicos , sua entrada no universo músical jazzistico foi bem mais fácil pelas influências diretas de seu pai, Claúdio Bertrami, que é considerado pela crítica musical um dos melhores contrabaixistas do Brasil e de seu tio José Roberto Bertrami, pianista.
Beto bebeu da boa fonte músical. Ouvia desde criança os vinis do Grupo Azymmuth e artistas do gabarito de Oscar Peterson, Chick Corea,Nelson Ayres, Medusa. Seu pai foi um grande incentivador, pois tocava com o pianista e produtor Cesar Camargo Mariano e sempre ia na casa da familia Bertrami como também o instrumentista Amilton Godoy do Zimbo Trio.
vida profissional
Bertrami, em 25 anos de carreira, já tocou com Leila Pinheiro, Jair Rodrigues, Max de Castro ,Simoninha, Frank Gambale. É professor de piano, dá aulas particulares e em várias escolas de São Paulo, produtor e diretor musical. Atualmente produz alguns trabalhos das cantoras Isolda, Valéria Zogbi e Rosa Esteves e tem dois CD's gravados: Cadê o som que estava aqui? e Concepção que é um tributo ao seu pai, Claudio Bertrami.
Impressões
" São Paulo tem essa vantagem de escutar jazz", disse Beto em relação a variedade de casas de Shows e restaurantes espalhados pela capital paulista. Segundo o pianista, a cidade oferece mais opções para o habitante conhecer diversas casas e ter mais opções de escolha. "O leque é bem maior para opções em ouvir jazz", disse o pianista.
Apresentações
Bertrami as vezes faz apresentações sozinho ou em duplas ou trio. Geralmente ele toca com o seu trio composto pelo Lael Medina (baterista) e Ayrton Fernandes (contrabaixo) e faz boa parte do circuito jazzistico paulistano: All of Jazz, syndikat, Jazz nos Fundos, bar "fim do mundo", entre outros que ele não se recorda.
Além dos bares e restaurantes, Beto faz apresentações em projetos culturais, teatros. Ele estará se apresentando na Virada Cultural no dia 3, às 7 da manhã no projeto "pianistas na praça" e na reinauguração da sala Guiomar Novaes.
Para o pianista o forte desse projeto de trabalho é a musica brasileira, especialmente compositores como Noel Rosa, Cartola. Além das composições próprias e do Azymmuth, há também músicas de Ivan Lins e Chico Buarque que são tocadas com uma forte influência de jazz durante as apresentações nos bares paulistanos.
Um bom tempo de conversa, pensar em coisas diferentes, sem muitos termos técnicos e uma linguagem simples para paulistanos que gostam de qualidade de vida.
Após pesquisas na internet, vimos que há pouca coisa na blogosfera sobre Jazz, especialmente sobre o que acontece no universo paulistano.Logo, surge a ideia de criarmos o "paulicéia do jazz".
No "paulicéia" você, caro leitor, encontrará novidades sobre o universo jazzizstico, histórias de festivais que aconteceram em São Paulo e dicas de bares e restaurantes que tocam a boa música que teve a sua origem nos EUA.
Nós do paulicéia do jazz desejamos a você, amigo e apaixonado pela boa música, uma boa leitura!