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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Daniel e o seu interesse inexplicável pela música

"A música nasceu em mim", disse Daniel Laier, poçoscaldense, músico,violonista e cantor, morador da cidade de Poços de Caldas,onde recentemente gravou seu primeiro CD autoral, Daniel Laier com a produção de Beto Bertrami e a participação dos músicos: Walmir Gil, João Parahyba, Ubaldo Versolato,Rudy Arnaut, Airton Fernandes e Lael Medina.


Daniel não consegue explicar direito sobre o seu interesse em estudar música.O músico descreve, durante a entrevista por e-mail, que pode ter uma relação com seus antepassados, pois o seu sobrenome "Laier" na Alemanha siginfica fabricante de instrumentos musicais, segundo a definição de um alemão.


Enfim, durante a infância,em sua casa, havia um aparelho de som com fita cassete e rádio. Ao completar 13 anos, a pedido do músico, seu pai comprou um aparelho completo, com toca disco, k7, rádio e outros itens que o antigo aparelho não tinha. O interesse de Daniel em estudar música foi por vontade própria, após ouvir muito Rock durante o início de sua adolescência e coincidentemente foi bem na época do Rock in Rio II.

Laier ,por sugestão de seu pai,iniciou os estudos de Violão Clássico com o Professor Rachid. Amigo de seu pai e uma pessoa fundamental na sua vida, não só por ser o primeiro professor de música, mas pelas qualidades que o professor tinha como a paciência, sabedoria e dedicação. "Ali pude perceber que gostava mesmo de música, independente de gêneros, porque mesmo com a cabeça no rock, me dediquei imensamente ao violão erudito, fundamental em minha formação", disse o músico.

São Paulo

Daniel teve importantes professores nas cidades de Poços de Caldas e Itajubá. Mas a sua decisão em ir para a capital paulista foi motivada pela amplitude cultural, pois na sua visão e de muitos artistas, São Paulo é um grande polo cultural, e estar dentro da cena musical com pessoas que tinham os mesmos objetivos que o seu.

Foi um ótimo período de descobertas para o músico onde pode apreciar o cinema europeu, as artes plásticas, o teatro e a literatura. Nesse período, Daniel conheceu o compositor Martinuci - onde compôs algumas canções em parceria com a cantora Fernanda Porto e parceiro na música Circo no Asfalto - e o pianista, arranjador e produtor Beto Bertrami, que produziu seu primeiro disco.

Laier considera o seu período de estudos na Universidade Livre de Música (ULM) fundamental na sua formação musical, não só pelas pessoas que conheceu e pelos laços de amizade mantidos até o momento, mas pelos seus excelentes professores. O cantor faz questão de lembrar três grandes nomes do ensino musical:Arrigo Barnabé, Eduardo Gudin e Roberto Riberti.



Primeira vez

A gravação de Circo no Asfalto no CD de Rosa Estevez foi um ponto de partida para Daniel onde considera um grande incentivo. A gravação ocorreu num período onde o cantor estava totalmente afastado da música e dedicado a prestar um concurso para a Receita Estadual do Estado das Minas Gerais, local onde o músico trabalha atualmente.

" Foi com a gravação da Rosa que percebi que a minha música tinha validade e reconhecimento perante outras pessoas de forma mais concreta. Sempre tive a necessidade de gravar um disco, à medida que tivesse um repertório que considerasse bom, mas foi com o disco da Rosa que senti que um disco com canções de minha autoria e interpretações próprias era plenamente viável", disse Laier.

CD

Uma experiência muito rica para Daniel estar em contato com tantos músicos importantes. O cantor já tinha um repertório pré-selecionado e fez uma seleção de 12 ou 13 músicas para levar ao produtor Beto Bertrami, das quais 11 permaneceram por uma decisão conjunta entre autor e produtor.

Após a definição do repertório, iniciou a discussão sobre o tipo de tratamento estético, arranjos, quais instrumentos cada uma deveria ter. No estúdio, segundo Laier, foi tudo muito simples e prático, não apenas pela larga experiência dos músicos participantes, mas pela forma do cantor compor as canções, ao utilizar a escrita musical e registrá-las numa partitura onde Beto considerou o trabalho de Daniel como um pré-arranjo.

Junto com o produtor e os músicos discutiam canção por canção, detalhes do arranjo e andamento."Outras partes do arranjo, como por exemplo a linha de violoncelo de Contemplação e os metais em A Rosa e a Moça, foram inteiramente escritos pelo Beto."


Cada músico teve seu momento de total liberdade no disco, seja nas escolhas e definições. Exemplos começam pela percussão por João Parahyba em Romance, no improviso refinado de Walmir Gil em Tristeza, no solo fundamental de Ubaldo Versolato em Baladas, no baixo com arco especialmente cativante de Airton Fernandes em Olhares, Olhares, na levada jazzística de Rudy Arnaut em Circo no Asfalto, entre tantos outros momentos. "E porque esse momento de liberdade total para os músicos? Porque esse disco não é fruto só meu, e sim de todos que participaram"

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Izzy: jazz, soul e MPB desde criancinha

Muito jazz e música brasileira na infância e juventude. Filha de Dave Gordon, sobrinha de Dolores Duran.irmã de Tony Gordon (cantor) e considerada uma das maiores vozes deste país,a cantora Izzy Gordon prepara o seu primeiro trabalho com composições próprias. " Este CD está muito contemporâneo, tem de tudo: samba, jazz, soul, rock - com pitadas eletrônicas e scratchs do DJ Gran Master Ney", disse a cantora.


"Como vai ser?" pergunta Izzy em relação a expectativa da recepção do público que ouvirá o seu novo trabalho. Produzido por Marco Romera, pianista, o disco terá composições de Sergio Dias (mutantes) e o seu jeito de cantar, com uma pitada de jazz e soul.


A cantora concede uma entrevista ao Paulicéia do jazz por e-mail, e nos conta um pouco sobre a sua infância, iniciação musical e um pouco sobre os seus trabalhos.

começo

Izzy conviveu com gente muito preciosa da música brasileira. A cantora tinha o privilégio ouvir cantores e ver essas personalidades como Jair Rodrigues, Rita Lee, Cesar Camargo Mariano, Wilson Simonal, Cassiano, Tim Maia. Todos eles frequentavam a casa da familia Gordon e para uma boa conversa e algumas jam sessions com seu pai.

A carreira músical de Izzy iniciou-se com algumas canjas em casas noturnas de São Paulo onde seu pai trabalhava. Logo, o seu talento como cantora confirmou-se após o espetáculo Emoções Baratas de José Possi Neto, onde viajou para algumas cidades como Curitiba e Porto Alegre. E sobre a direção de Possi, fez o show da entrega do Premio Sharp para o Teatro Brasileiro, ao lado de Beatriz Segall e Eva Vilma.

Participações


Izzy fez parte da primeira formação do Grêmio Recreativo Amigos do Samba Rock Funk Soul, com Skowa, gravou o disco Via Paulista (SESC Pompeia) ao lado de Jorge Ben Jor onde gravou o disco 23 e fez uma rápida turnê como backing vocal e shows com Ed Motta.


Paricipou da Chic Night, uma das primeiras bandas paulistanas de soul,disco e funk onde fez muitos shows na extinta casa de espetáculos Aeroanta e serviu como influência para as bandas do cenário atual. Além de dois musicais: Mr.Jazz, sob a direção de Luis Carlos Miélli, Tradicional Jazz Band e Whats on London com Christiane Neves.


Izzy foi convidada por Naum Alves de Souza para homenagear mulheres importantes no cenário artístico como: Elis Regina, Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran e Ângela Maria que teve participação no musical DivasEnCanto juntamente com Eliete Negreiros e Grupo Vesper durante a semana da Mulher no SESC Pompéia-São Paulo-SP.

Festivais

Izzy esteve presente em vários festivais de jazz & blues em diversos lugares do Brasil. Guaramiranga, uma cidade serrana do Estado do Ceará, tem um dos festivais mais inusitados, segundo a cantora.Durante a sua participação ,em 2003 ,estavam presentes no evento: Duofel, Tradicional Jazz Band e Hermeto Pascoal . No corrente ano, a cantora e seu irmão, Tony, participaram do IV Visa Buzios Jazz Festival.

Neste ano, Gordon participou do Garanhuns Jazz, no Estado de Pernambuco, esteve no Floripa Team e no Rio de Janeiro num show em homenagem a sua tia, Dolores Duran no Centro Cultural Light.

Trabalhos

Jingles, trabalhos publicitários, participações no Show do Deep Purple junto com a Jazz Sinfônica, Shows com a Banda Black in Rio, Max de Castro, Fernanda Porto, e outros artistas. A sua versatilidade é uma das características singulares da Izzy onde é dificil de rotular um estilo musical para a cantora.

Gordon gravou o CD Aos mestres com carinho em homenagem a sua tia, Dolores Duran, e recebeu duas indicações para o Grammy Latino e Premio Tim (revelação).

Novidade

Izzy neste momento sente-se madura para lançar um trabalho solo. "Na realidade, CD é um filho", disse a cantora. A felicidade é presente na vida de Gordon e seu maior desejo é montar o show e seguir cantando,é o que mais gosta de fazer. A previsão de lançamento do novo disco é para setembro deste ano.


Assista: Ideias Erradas e Estrada do Sol





terça-feira, 21 de abril de 2009

A perda de um grande músico


O saxofonista alto Bud Shank, considerado um dos icones do cool jazz - mais especificamente da variante West Coast ( que formou com Chet Baker e Gerry Mulligan o primeiro núcleo cool da Costa Oeste), morreu no inicio deste mês durante os trabalhos para a gravação de seu novo disco.

Para o músico brasileiro João Donato, foi lamentável a perda de um "grande amigo" e relembrou dois albuns que gravaram juntos: " Bud Shank and his Brazilian Friends" (1965, Pacific Jazz) e " Uma tarde com Bud Shank e Donato" (2004, Biscoito Fino) . No primeiro albúm estão além do pianista-compositor, Rosinha de Valença (violão), Tião Neto (baixo) e Chico Batera;no segundo Luis Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria).

Laurindo de Almeida e Bud Shahnk foram precursores da jazzificação do samba, em abril de 1953 - nove anos antes do antológico "jazz Samba" , de Stan Getz e Charlie Byrd - com o primeiro volume da série "Brazilliance" (Pacific Jazz, reeditado em CD pela Blue Note, em 1991). Neste álbum, o violonista e o saxofonista tratam de maneira bem soft ( quase smooth jazz , ainda sem a batida da bossa nova) versões de "Carinhoso" (Pixinguinha), "Speak Low" ( Kurt Weil), "Inquietação" (Ary Barroso), "Tocata" ( Radamés Gnatalli), originais de Almeida e outros temas menos conhecidos.

Registre-se ainda que Laurindo e Bud formaram nos anos 1970, o L.A. four , com o grande Ray Brown no baixo. O grupo não chegou a criar o maior frisson no planeta jazz.